1971

A1 Romance de um dia na estrada
A2 A linda Joana
B1 Charlatão
Letra: Sérgio Godinho
Música: José Mário Branco
B2 A-a-e-i-o

Ficha técnica
Percussões: Cras
Baixo eléctrico: Christian Padovan
Flauta: Ulli Plech
Guitarra acústica e guitarra eléctrica: Gérard Crapoutchik
Coros: Sheila
Piano, xilofone, orgão, guitarra e coros: José Mário Branco
Gravação: Strawberry Studio, de Michel Magne, Château d’Hérouville, (França), Abril de 1971.
Capa: G. Lopes Alves
Edição: Guilda da Música, Sassetti & Cia. Lda

Curiosidade
O ”Romance de um dia na estrada”, estreia em nome próprio de Sérgio Godinho, foi apresentado em Portugal numa sessão no Cinema Roma, em Lisboa. Antes, o compositor havia participado, com uma guitarra e uma pandeireta, no primeiro disco de José Mário Branco, ”Seis cantigas de amigo”, e no musical Hair. Sérgio Godinho e José Mário Branco partilharam a autoria de algumas canções nos seus discos iniciais, nomeadamente ”Charlatão” [Os sobreviventes, 1972]. 1971 é considerado um ano de referência na História da Música Popular Portuguesa. A Classe de 71, como ficou designada, compreendeu ainda as edições dos discos ”Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”, de José Mário Branco,”Cantigas do Maio”, de José Afonso, e ”Gente de aqui e de agora”, de Adriano Correia de Oliveira.

1972

A1 Que força é essa?
A2 A-A-E-I-O
A3 Descansa a cabeça (Estalajadeira)
A4 Paula
A5 Que bom que é
A6 O Charlatão
Letra: Sérgio Godinho
Música: José Mário Branco
B1 Farto de voar
B2 Senhor Marquês
B3 Cantiga da velha mãe e dos seus dois filhos
B4 A linda Joana
B5 Romance de um dia na estrada
B6 Maré alta

Ficha técnica
Arranjos, produção, xilofone, piano, guitarra e coros: José Mário Branco
Guitarra acústica, piano, kazoo e letras: Sérgio Godinho
Baixo-eléctrico: Christian Padovan
Flauta: Uli Plech
Guitarra acústica e guitarra eléctrica: Gérard Crapoutchik
Percussões: Cras
Coros: Isabel Alves Costa e Sheila
Capa: Armando Alves
Fotografia: Miguel Morange
Gravação: Strawberry Studio, de Michel Magne, Château d’Hérouville, (França), Abril de 1971
Edição: Guilda da Música, Sassetti & Cia. Lda

Curiosidade
”Os Sobreviventes”, interditado três dias depois do seu lançamento e depois novamente autorizado, recebeu os melhores elogios da crítica, havendo sido inclusivamente eleito ”Melhor Disco do Ano”.

1973

A1 Barnabé
A2 A noite passada
A3 Aprendi a amar
A4 Eh! meu irmão (ou mais uma canção do medo)
A5 Porto, Porto
B1 O’Neill (alguns poemas com endereço)
B2 Pode alguém ser quem não é
B3 Até domingo que vem
B4 Já a vista me fraqueja
B5 O homem dos sete instrumentos

Ficha técnica
Música, letras e guitarra: Sérgio Godinho
Baixo-eléctrico: Christian Padovan
Flauta e xilofone: Jean Moillesullaz
Percussões: Michel Delaporte
Coros: Carlos Vaz, Maureen Loadsman e Sheila Charlesworth
Capa: José Soares
Gravação: Strawberry Studio, de Michel Magne, Château d’Hérouville, (França), Abril de 1971
Edição: Guilda da Música, Sassetti & Cia. Lda

Curiosidade
Foi bom começar com o Barnabé, que resume em pinceladas breves e fortes o que era o Portugalzinho de então. O Barnabé recebeu, ao longo do tempo, várias interpretações fantasiosas. Chegaram-me a perguntar se eu não me referia ao Marcelo Caetano. Fiquei arrepiado! Como já disse, para mim, e ainda por cima ao longe, o Marcelo era só um Salazar mais modernizado. O personagem Barnabé é apenas uma metáfora sem âncora precisa. E, aliás, recordo-me que o tema foi ”roubado” descaradamente a uma canção de um disco pirata do Bob Dylan, Mighty gonna jump for joy. Nisto de roubos não há como ir aos melhores, passa só a chamar-se inspiração… E foi assim que o Barnabé se tornou diferente dos outros. Barnabé incluía ironicamente santos milagreiros, poetas, cantores no mesmo saco dos falsos profetas.
GODINHO, Sérgio (2017). «Barnabé». In: Câmara Municipal de Grândola, Sérgio Godinho, escritor de canções. Setúbal: Regiset — Comunicação e Artes Gráficas

1974

A1 Liberdade
A2 Cão raivoso
A3 A minha cachopa
A4 Assim como um postal para o Canadá
A5 Tem ratos
A6 O meu compadre
B1 Os pontos nos iis
B2 De coração e raça
B3 Independência
B4 Etelvina
B5 O grande capital

Ficha técnica
Guitarra, viola, música e letras: Sérgio Godinho
Guitarra-baixo: Paulo Godinho e Bill Lockie
Flauta: Jorge Constante Pereira
Percussões: Daniel Louis
Bateria: Ron Zinco
Guitarra eléctrica: Dick Payne
Coros: Paulo Godinho, Sheila Charlesworth e Pedro Osório
Violino: José Machado
Piano: Pedro Osório
Técnico de som: José Fortes
Gravação: Vancouver e Lisboa, em estúdios Rádio Triunfo
Edição: Guilda da Música, Sassetti & Cia. Lda
Fotografia da capa: Argos Publicidade

Curiosidade
”Liberdade”, que ficou conhecida como ”A paz, o pão, habitação…”, foi começada logo depois do 25 de Abril, mas no Verão gravei-a no Canadá, depois de já ter estado em Portugal.
”Liberdade” surgiu-me como título porque é uma palavra que me é especialmente cara, sendo, ao mesmo tempo, a palavra-chave do 25 de Abril — o ”Dia da Liberdade”. A canção será inserida no alinhamento dos concertos, até porque engloba conceitos vários de ”liberdade” – a ”liberdade de mudar e decidir”. A urgência está no próprio corpo da canção mas é realçada pela cadência e o riff da guitarra eléctrica que marcam o tema, e que desemboca no refrão que eu sempre defini como um ”graffiti posto em rock”. Para lá desse lado grafiteiro, ela é uma reflexão intemporal sobre o tema. Apesar de ter feito parte de um disco que é produto da época, essa canção nunca se desactualizou e tem ganho sentidos múltiplos e sucessivos ao longo do tempo. É uma maneira de dizer que a liberdade não pode ser um ente abstracto, só as suas traduções sociais lhe dão sentido.
GODINHO, Sérgio (2017). «Liberdade». In: Câmara Municipal de Grândola, Sérgio Godinho, escritor de canções. Setúbal: Regiset — Comunicação e Artes Gráficas

1976

A1 Foi a trabalhar
A2 Bacalhau basta
A3 Sul, Norte, Campo, Cidade
A4 Uma cantiga de amor
A5 Um tractor
B1 Organização Popular
B2 Os demónios D’Alcácer Quibir
B3 Cantiga do camolas
B4 O namoro
Letra: Viriato Da Cruz
Música: Fausto
B5 Bico calado
B6 De pequenino

Ficha técnica
Guitarra, piano, pandeiro, metalofone, letras e música: Sérgio Godinho
Arranjos e direcção musical: Sérgio Godinho e Fausto
Assobios: Eduardo Maia
Acordeão: Vitorino
Bateria: Guilherme Scarpa
Contrabaixo: Manuel Póvoa
Coros: Vitorino, Fausto e Sheila
Percussões: Pantera e Pintinhas
Flauta: José Duarte
Guitarra: Fausto
Guitarra-baixo: Paulo Godinho
Harmónica: Raul Mendes
Violino: Carlos Zíngaro
Gravação: Rádio Triunfo (Janeiro de 1976)
Engenheiro de som: José Fortes
Capa: José Brandão
Edição: Guilda da Música, Sassetti & Cia. Lda
Um grande obrigado para Hugo Lourenço

Curiosidade
A canção ”Os demónios de Alcácer-Quibir” integrou a longa-metragem de José Fonseca e Costa datada de 1975, com o título homónimo. Sérgio Godinho, Ana Zanatti, Zita Duarte, António Beringela e Luís Barradas participaram neste filme, ante-estreado no Festival de Cannes em 1976, sobre uma companhia teatral que percorre o Alentejo nas vésperas do 25 de abril por de entre repressão e revolução, greves e esperanças, esperança e dissolução.

1978

A1 A Vida é feita de pequenos nadas
A2 O primeiro dia
A3 O galo é o dono dos ovos
A4 Balada da Rita
A5 Venho aqui falar
B1 Lá isso é
B2 Feiticeira
B3 O Homem-Fantasma
B4 2.º Andar, Direito
B5 Pano-Cru

Ficha técnica
Guitarra, percussão, letras e música: Sérgio Godinho
Arranjos: Carlos Zíngaro e Sérgio Godinho
Acordeão: Pedro Osório
Bateria: Guilherme Scarpa
Cavaquinho: Carlos Zíngaro
Clarinetes: Fernando De Sousa e Fernando dos Santos
Congas: Carlinhos Tumbadoura
Coros: Cara d’Anjo, Eugénia M. e Castro, Sheila Charlesworth, Fausto, Carlos Vaz e Hermínio
Guitarra: Armindo Neves
Guitarra-baixo: Paulo Godinho
Harmónica: Raul Mendes
Trombone: José Custódio
Trompete: Manuel Cachão
Percussões: Moreno Pinto, Sheila Charlesworth, Guilherme Scarpa e Carlinhos Tumbadoura
Piano: Pedro Osório
Violino: Carlos Zíngaro
Outras participações: Hugo Lourenço
Técnico de som: Moreno Pinto
Capa: José Brandão
Gravação: A.T estúdios
Edição: Orfeu , Arnaldo Trindade & Cia. Lda

Curiosidade
Editado em 1978, ”Pano-Cru” aprofunda uma postura em relação à temática do amor, como à crítica social, como acontece logo no Homem-fantasma. É um personagem que, de certo modo, antecede o Casimiro (do Cuidado com as imitações), aquela espécie de ”grilo do Pinóquio” que desmascara certos podres da sociedade. E é curioso como, às vezes, as coisas estão anos na gaveta e não se perdem. A música desta canção estava parcialmente escrita desde os tempos em que só compunha em francês. Inventei um novo refrão, descobri um caminho para a letra et voilá.
GODINHO, Sérgio (2017). «Homem-fantasma». In: Câmara Municipal de Grândola, Sérgio Godinho, escritor de canções. Setúbal: Regiset — Comunicação e Artes Gráficas

A Balada da Rita foi criada para a personagem de Lia Gama [no filme Kilas, o mau da fita]: a Pepsi Rita. A canção surge, antes do filme, no Pano Cru [1978], mas foi feita para essa personagem e é o género de coisa que nasce do estímulo da própria necessidade narrativa. Uma mulher que se fez a pulso, e ganha identidade com isso… é uma canção na primeira pessoa no feminino. Gosto de assumir esses papéis porque subvertem a lógica do ”eu”… Gosto muito de encarar personagens, independentemente da minha opinião ser diferente da deles. É uma opção claramente dramatúrgica. No caso da Balada da Rita assumo a primeira, de acordo com as características do personagem do filme, uma ”atracção de revista” com uma história de vida no mínimo duvidosa.
GODINHO, Sérgio (2017). «Rita». In: Câmara Municipal de Grândola, Sérgio Godinho, escritor de canções. Setúbal: Regiset — Comunicação e Artes Gráficas

Também em 1978 estreia no Cinema Apolo em Lisboa a longa-metragem realizada por Luís Galvão Teles ”A Confederação – o povo é que faz a História”, com músicas e canções de Sérgio Godinho, Fausto, Luísa Alcobia e José Mário Branco. 

1979


A1 Parto sem dor
A2 Lá em baixo
A3 Cuidado com as imitações
A4 Vivo numa outra terra
Voz de Vitorino
A5 Arranja-me um emprego
B1 Mudemos de assunto
B2 Quatro quadras soltas
Letra de Sérgio Godinho, António Aleixo e José Afonso e Vozes de Adriano Correia De Oliveira, José Afonso e Fausto
B3 Os conquistadores
B4 Le soleil en face
B5 Espectáculo

Ficha técnica
Guitarra, música e letras: Sérgio Godinho
Arranjos e direcção: Luís Caldeira e Sérgio Godinho
Guitarra-baixo: Paulo Godinho
Clarinete: Fernando Moura
Baixo: José Eduardo
Bateria: Guilherme Inês
Flauta e saxofone: Luís Caldeira
Guitarra portuguesa: Pedro Caldeira Cabral
Percussões: Paulo Pulido Valente e Moreno Pinto
Piano e acordeão: Pedro Osório
Trombone: Emídio Coutinho
Trompete: Tomás Pimentel
Tuba: António José Lages
Vibrafone: João Janeiro
Violino: Carlos Zíngaro
Capa: José Brandão
Fotografia da contra-capa: António Pedro Ferreira
Engenheiro de som: Moreno Pinto
Gravação: Estúdios de Campolide, de Arnaldo Trindade
Edição: Orfeu , Arnaldo Trindade & Cia. Lda

Curiosidade
Viriato Teles
Um disco, um estúdio, uma história

A imagem é um retrato quase banal: um homem e uma caixa de viola numa estação de comboios, um relógio onde ainda não são duas horas, um cartaz na parede com o mesmo homem e a mesma viola, gente normal em volta. O homem da viola é Sérgio Godinho, a estação, lê-se no painel de azulejo sobre a porta, é Campolide. Há 35 anos, o homem, a viola e a estação tornaram-se num disco com dez canções sem tempo.

”Campolide” é o sexto álbum de originais de Sérgio Godinho, quarto gravado e publicado após o 25 de Abril e o regresso a Portugal do compositor. É, também, o segundo e último que grava para a etiqueta Orfeu, de Arnaldo Trindade.”Campolide”, porém, não é sequer o título de qualquer das canções deste álbum. Chama-se assim, apenas, porque foi gravado nos estúdios localizados no 103-C da Rua de Campolide, ao tempo propriedade da empresa de Arnaldo Trindade e conhecidos como ”estúdios de Campolide”, onde gravaram algumas das mais importantes figuras da música portuguesa.

Foi aqui, por exemplo, que em 1969 Adriano Correia de Oliveira registou o histórico ”O Canto e As Armas”, sobre poemas de Manuel Alegre. Adriano cumpria o serviço militar, tal como Rui Pato, que o acompanhou à viola: ”O disco foi gravado durante duas noites de patrulha da polícia militar do alferes Adriano, com ele fardado e com a pistola, o capacete e a braçadeira poisados em cima do piano, e o jipe a passear por Lisboa, com a cumplicidade de certos militares amigos”, contaria Rui Pato, muitos anos depois.

Adriano foi apenas uma das vozes que se fizeram ouvir nos estúdios de Campolide, que durante anos estiveram para Lisboa um pouco como os estúdios de Abbey Road para a capital inglesa. De Zeca Afonso a Fausto Bordalo Dias, passando por Carlos Mendes, Maria da Fé ou Tony de Matos, praticamente não houve nome grande da música portuguesa que por ali não tenha passado. Não admira, pois, que acabasse por ser nome próprio de um disco. Este, de Sérgio Godinho.

”Campolide”, publicado em 1979, tem uma ficha técnica de luxo: Carlos Zíngaro, Pedro Caldeira Cabral, Pedro Osório, Guilherme Inês, Luís Caldeira ou José Eduardo são alguns dos participantes, a que se juntam as colaborações especiais de Adriano Correia de Oliveira, Fausto, José Afonso e Vitorino. Dos dez temas desse disco, destacam-se “Arranja-me um Emprego”, “Cuidado com as Imitações”, “Espectáculo” ou “Lá em Baixo”. Ou “Quatro Quadras Soltas”, o único registo que reúne de uma assentada Sérgio, Fausto, Adriano e Zeca.

De resto, não é gratuito dizer que a vida musical de Sérgio Godinho está, desde o início ligada a Campolide: foi para a Sassetti, outra editora histórica, sedeada na Avenida Conselheiro Fernando de Sousa, que gravou dois discos a partir do exílio (”Os Sobreviventes”, em 1971, e ”Pré-Histórias”, em 72) e os dois primeiros após a revolução (”À Queima-Roupa”, em 74, e ”De Pequenino se Torce o Destino”, em 76) . Depois, já na Orfeu, é nos estúdios de Campolide que grava o aclamado ”Pano-Cru”, de que fazem parte algumas das suas canções mais emblemáticas, como “Balada da Rita”, “A Vida é Feita de Pequenos Nadas”, “Feiticeira” e, principalmente, “O Primeiro Dia”. E, finalmente, ”Campolide”.

Criados nos anos 60, os estúdios de Campolide viriam mais tarde a mudar de mãos, mas não de rumo. Como Estúdios Rádio Triunfo, depois Namouche, e finalmente Xangrilá, o 103-C da Rua de Campolide continuou até há pouco tempo a acolher vozes e personagens importantes da música portuguesa. Agora, restam as memórias de algumas gravações que fizeram história. Como o disco de Sérgio Godinho.

1981

A1 Antes o poço da morte
A2 Com um brilhozinho nos olhos
A3 Já joguei ao boxe, já toquei bateria
A4 É terça-feira
A5 O rei vai nu
A6 Eu contigo
B1 Espalhem a notícia
B2 Caramba
B3 Sempre foi assim
B4 O Porto aqui tão perto
B5 Bate coração

Ficha técnica
Guitarra acústica, letras e música: Sérgio Godinho
Arranjos, direcção e produção: José Martins e Luís Caldeira
Guitarra acústica: José Carrapa
Guitarra-baixo: David Garsten
Coros: Lia Gama, Shila e Teresa Muge
Contra- baixo: Fernando Júdice
Flauta: Luís Caldeira
Flauta de bisel: Pedro Caldeira Cabral
Viola Braguesa: José Carrapa
Harmónica: Raul Mendes
Bateria, percussões, vibrafone e xilofone: José Martins
Piano e acordeão: João Paulo
Técnicos de som: José Fortes e Rui Novais
Edição: Philips (PolyGram)
Gravação: Estúdio Rádio Produções Europa, Lisboa, Abril de 1981.
Trabalho gráfico: José Júlio Barros
Capa: José Júlio Barros
Fotografia da contra-capa: Jorge Jacinto
Fotografia da capa: António Pedro Ferreira

Curiosidade
O álbum ”Canto da Boca” foi considerado pela Casa da Imprensa o Melhor Disco Português do Ano. Em 1980 Sérgio Godinho voltou a colaborar com o realizador José Fonseca e Costa, desta vez no clássico do cinema português, “Kilas, o Mau da Fita”, que motivou, em 1981, a publicação de um single da autoria de Sérgio Godinho.

1983

A1 Introdução (as horas extraordinárias)
A2 O labirinto
A3 A barca dos amantes
Letra de Sérgio Godinho e música de Milton Nascimento
A4 Tantas vezes fui à Guerra
A5 As certezas do meu mais brilhante amor (Coisas do amor I)
A6 Não vás contar que mudei a fechadura (Coisas do amor II)
A7 Num bilhete de ida e volta
Música de João Bosco
B1 Que há-de ser de nós?
Música de Ivan Lins
B2 Caso fatal
Música de Novelli
B3 Um tempo que passou
Letra de Chico Buarque
B4 Não Te Deixes Assim Vestir…
B5 As Horas Extraordinárias

Ficha técnica
Letras, música e guitarra: Sérgio Godinho
Arranjos: João Paulo e Luís Caldeira
Produção: João Paulo, Luís Caldeira e Sérgio Godinho
Piano: João Paulo
Baixo: Filipe Larsen e Carlos Amaro
Bateria: Guilherme Inês
Flauta: Luís Caldeira
Percussão (marimba): António José Martins
Violoncelo: Luís Sá Pessoa
Contra-baixo: Pedro Wallenstein
Contra-baixo eléctrico: Carlos Amaro
Guitarra: Zulmira Holstein
Trompa: Adácio Pestana
Percussão (tabla): Rui Júnior
Violino: Filipe Pereira e Gerardo Holstein
Cavaquinho: Júlio Pereira
Coros: Isabel Bezelga, Né Ladeiras, Carlos Mendes, Carlos Vaz, Gabriela, Graça, Jorge Palma, Lia Gama, Marcello, Raul e vozes da banda Trovante
Guitarra (12 cordas): Dudas
Guitarra portuguesa: Pedro Caldeira Cabral
Viola: Zulmira Holstein
Clarinete-baixo: Rogério Gomes
Clarinete: Agostinho Caineta e Rogério Gomes
Oboé: António Serafim
Vibrafone: António José Martins
Acordeão: Manuel Faria
Palmas: António José Martins, João Paulo, Luís Caldeira e Marcello Urgeghe
Trombone: Ismael Santos
Trompete: Tomás Pimentel
Desenho da capa: René Bertholo
Trabalho gráfico: António Inverno
Fotografia da contra-capa: Nuno Calvet
Técnicos de som: José Fortes e Rui Novais
Gravação: Angel Studio, 1983
Edição: Polygram (Philips)

Curiosidade
Neste disco, Sérgio Godinho inclui cinco canções em parceria. A escolha de músicos com nacionalidade brasileira deve-se certamente à sua passagem pela prisão durante a ditadura militar que assolava aquele país. Curiosamente, desde 1983, e apesar de ser uma constante em Sérgio Godinho as participações de muitos músicos e cantores nos seus discos e palcos, não mais aconteceu tamanha partilha em estúdio, não até ”Nação Valente”, publicado em 2018. Na contra-capa deste disco lê-se: Este disco é dedicado a todos os que por amor e amizade fizeram pela minha (que é a nossa) liberdade. Por isso vos agradeço, por isso vos não esqueço.

1984

A1 Salão de festas
A2 Trás-Os-Montes
A3 Coro das velhas
A4 Chave de vidro
A5 Balada das descobertas
B1 Mil pedaços
B2 Perdida em não sei que sonho
B3 Quimera do ouro
B4 Duelo ao sol
B5 Que é do futuro?
B6 Pois, é a vida

Ficha técnica
Guitarra acústica, música e letras: Sérgio Godinho
Direcção e arranjos: Luís Caldeira e José Martins
Produção: Sérgio Godinho, Luís Caldeira e José Martins
Saxofone-alto, flauta e palmas: Luís Caldeira
Saxofone-barítono: J. Alberto Guedes
Saxofone tenor e palmas: Edgar Caramelo
Baixo: Rui Castro, J. Alberto Guedes e David Gausden
Coros: Toinas, Luís Represas, Carlos Guerreiro, Orlando Costa, Argentina Rocha, Manuel Faria, João Gil, Luís Caldeira
Bateria, Percussão, sintetizadores, acordeão, palmas, cavaquinho, guitarra e vibrafones: José Martins
Piano: Emanuel Frazão
Guitarra (12 cordas) e guitarra acústica: Rui “Dudas” Pereira
Trompete e palmas: Tomás Pimentel
Guitarra acústica: José M. Carrapa
Violoncelo: Mário José Relvas
Clarinete: António Saiote
Guitarra: Isabel Teixeira e Zulmira Von Holstein
Trompa: Adácio Pestana
Oboé: António Serafim
Piano: Emanuel Frazão
Violino: David José Duarte, Gerardus Von Holstein, Maria R. Trindade, R. Miguel Guerreiro, Zulmira von Holstein
Piano: Mário Laginha
Técnico de som: Rui Novais
Trabalho gráfico (contra-capa e interior): António Inverno
Capa: Costa Pinheiro
Fotografia da capa: Luís Vasconcelos
Gravação: Angel Studio, 15 Outubro – 6 de Novembro, 1984
Edição: Polygram (Philips)

Curiosidade
Este e os dois seguintes discos marcam na carreira de Sérgio Godinho seis anos de intensa actividade ao vivo, com numerosos concertos dados em Portugal e noutros países.

1986

A1 Definição do amor
A2 Isto anda tudo ligado
A3 Lisboa que amanhece
A4 Dor d’alma
A5 A carroça dos poetas
B1 O fugitivo
B2 Pode alguém ser quem não é?
B3 Elogio do artesão
B4 O carteiro
B5 Emboscadas
B6 Na vida real

Ficha técnica
Letras: Sérgio Godinho
Arranjos: António Emiliano
Guitarra-baixo: Yuri Ferreira e Rui Castro
Guitarra-ritmo: João Maló
Percussões: Manuel Costa Reis e Emanuel Ramalho
Piano e sintetizador: António Emiliano
Sanfona: Carlos Guerreiro
Trombone: António José Oliveira
Coros: Júlia Correira, Carlos Guerreiro, Chico Freire, Emanuel Ramalho e Sérgio Godinho
Trabalho gráfico e fotografia em preto e branco: Jorge Colombo
Fotografia em cores: António Pedro Ferreira
Produção: António Emiliano e Sérgio Godinho
Técnico de som: Jorge Barata
Gravação: Estúdios Namouche, entre Julho e Setembro de 1986
Edição: Polygram Portugal, SA

Curiosidade
O disco ”Na vida real” conta ainda com a participação de Rui Veloso, que presta voz e solo de guitarra à canção O Carteiro, cuja letra pertence a António Mafra.

1988

A1 Abertura
A2 É tão bom
A3 As dúvidas do Gaspar
A4 O Farturas quer ser rico
A5 Na cidade
A6 A paixão do velho Pires, o marinheiro
A7 Dona Felismina e a sua loja
A8 Os Pais Natais
B1 Canção dos abraços
B2 Viva o futebol
B3 Amores de Marta
B4 Façanhas e fracassos do guarda Serôdio
B5 Pico pico manjerico
B6 Canção dos palhaços Ségito e Romão
B7 Embalo
B8 Fim

Ficha técnica
Letras: Sérgio Godinho
Música, arranjos, direcção, piano e sintetizador: Jorge Constante Pereira
Guitarra-baixo e clarinete: Paulo Filipe
Guitarra eléctrica e viola: Rui Vilhena
Acordeão: Arnaldo Fonseca
Berimbau: Carlos Magalhães
Percussões: Pedro Taveira
Flauta: Guilhermino Monteiro
Saxofone: José Francisco
Sintetizador: Maria Antónia Castro
Vozes/Coros: Carlos Magalhães, Filomena Gigante, Guilhermino Monteiro, Mário Silva, Teresa Miranda, Regina Castro (Clarinha), Raimundo Tavares (Farturas), João Paulo Seara (Gaspar e Sr. Pires), Mário Moutinho (Guarda Serôdio), Maria João Sousa (Manjerico e Nita), Ana Queiroz (Marta e Felismina) e Raul Constante Pereira (Romão)
Fotografia da capa: João Menéres
Técnico de som: Fernando Rangel
Trabalho gráfico: Arnaldo Fonseca
Gravação: Fortes & Rangel Estúdios, durante o verão de 1988
Edição: Polygram Portugal, SA

Curiosidade
Disco baseado na série televisiva ”Os amigos de Gaspar” criada por João Paulo Seara Cardoso e Jorge Constante Pereira, e estreada em 1986 na RTP1. Esta série televisiva de animação com recurso a marionetas valeu ao seu criador, João Paulo Seara Cardoso, ser comparado com Jim Henson, autor de, entre outras, ”Rua Sésamo” e ”Os marretas”. Sérgio Godinho participara, anos antes, em 1984, numa outra série de animação de João Paulo Seara Cardoso, em que um único cenário veiculava a construção de um universo pleno de humor e música: ”A árvore dos patafúrdios”.

1989

A1 Aos amores
A2 A Carolina
A3 Não me beijes por engano
A4 Que lástima, querida Fátima
A5 Endechas a Bárbara escrava
Poema de Luís de Camões e música de José Afonso
B1 Alice no país dos matraquilhos
B2 Ouro preto
Letra: Milton Nascimento
B3 O baú de Sigmund Freud
B4 Chuvas de Cabo Verde
B5 A democracia (aforismos)

Ficha técnica
Letras, música e produção: Sérgio Godinho
Arranjos, piano, sintetizador e produção: João Lucas
Guitarra: Miguel Fevereiro
Percussões: José Salgueiro e Paleka
Guitarra-baixo: Rui Castro
Flauta, trompete e saxofone tenor: Eduardo Abreu
Saxofone soprano: Carlos Martins
Saxofone alto: Jorge Reis
Coros: Carlos Guerreiro, Dany Silva, Filipa Pais, Francine Côrte-Real, Isabel Figueiredo, Marcello Urgeghe, Miguel Fevereiro, Paulo Pulido Valente, Rui Veloso
Trabalho Gráfico: Jorge Colombo
Fotografia: Francisco Almeida Dias
Edição fotográfica: José Manuel Serrano
Gravação e mistura: Amândio Bastos (Estúdios de Paço D’Arcos, entre Abril e Maio de 1989)
Edição: EMI, Valentim de Carvalho, Música Lda.

Curiosidade:
A Alice é como uma sobrinha da Etelvina, que era uma rapariga de rua, de certo modo perdida mas com grande força interior, mais intencional, mais activa na rebeldia. Esta Alice é uma tipa sem perspectivas e muito enfiada no seu mundo, enfiada nos matraquilhos, que são um pouco o símbolo da maneira como gasta a sua vida sem saber o que fazer dela. A mãe é prostituta (…) O irmão está a fazer o serviço militar, sabe-se lá para quê, puxando às armas brilhos. Há aqui situações sociais muito marcadas e quase paradigmáticas. Há ainda um outro personagem, uma mulher mais velha, que tem uma relação de amor/amizade com Alice, mais sugerida que explicitada (…).
GODINHO, Sérgio (2017). «Alice». In: Câmara Municipal de Grândola, Sérgio Godinho, escritor de canções. Setúbal: Regiset — Comunicação e Artes Gráficas

1993

A1 O elixir da eterna juventude
A2 O primeiro gomo da tangerina
A3 A face visível da lua
A4 Enfim S.O.S
A5 Melhor que o amor
B1 O fim de tudo
B2 Pequenos delírios domésticos
Música de Jorge Constante Pereira
B3 Os hinos
B4 Fotos do fogo

Ficha técnica
Música, letras e guitarra: Sérgio Godinho
Produção: Sérgio Godinho e Paulo Pulido Valente
Guitarra-baixo: Marino Freitas
Guitarra eléctrica: António Pinto
Coros: Dora Fidalgo, Sandra Fidalgo, Filipa Pais e Teresa Salgueiro
Contra-baixo: Mário Franco e Pedro Wallenstein
Percussões: José Salgueiro
Bateria: Paleka
Piano: João Paulo Esteves da Silva
Saxofone soprano: Jorge Reis
Trompete: Tomás Pimentel
Violoncelo: Luís Sá Pessoa
Violino: Jorge Gonçalves e Luís Silva Santos
Viola: Rogério Gomes
Fliscorne: Tomás Pimentel
Mistura: António Pinheiro da Silva
Fotografia da capa e trabalho gráfico: Luís Miguel Castro
Gravação e mistura: António Pinheiro da Silva e Fernando Rascão, entre Dezembro de 1992 e Março de 1993
Edição: EMI, Valentim de Carvalho, Música Lda.

Curiosidade
O tempo decorrido entre as publicações dos discos ”Aos amores” (1989) e ”Tinta permanente”(1993) constitui uma novidade na obra de Sérgio Godinho: nunca até então o escritor de canções havia estado tanto tempo sem editar um disco de originais de longa execução. Porém, durante esse hiato, é publicado em 1990 o primeiro álbum ao vivo de Sérgio Godinho, uma colectânea intitulada ”Sérgio Godinho, escritor de canções”, que é o resultado de duas dezenas de actuações no Instituto Franco – Português, e é estreada em 1991 na RTP2 uma série de sua autoria, “Luz na Sombra”, que consistiu em seis programas sobre intervenientes relevantes nas profissões menos conhecidas do universo musical: letristas, técnicos de som, produtores, entre outros. Ainda no ano de 1991, escreveu e ilustrou o livro ”O pequeno livro dos medos”. Em 1992 realizou, foi argumentista e prestou música a três filmes de ficção com o título genérico de “Ultimactos”, produzidos para a RTP, que os exibiu em 1994. Apesar daquela interrupção nas publicações de discos de originais, a tinta de Sérgio Godinho sempre foi, em diversas áreas de actividade, permanente.

1997

A1 Ser ou não ser
A2 Não respire
A3 Correio azul
A4 Domingo no mundo
A5 As armas do amor
B1 É a vida (o que é que se há-de fazer?)
B2 Mesa
Poema de Alexandre O’Neill
B3 Lamento de Rimbaud
B4 Os afectos
B5 Aguenta aí
B6 Dias úteis

Ficha técnica
Música, letras, megafone e guitarra-acústica: Sérgio Godinho
Produção: Sérgio Godinho, Manuel Faria e Paulo Pulido Valente
Direcção musical: Manuel Faria
Arranjos: Kalú, Tomás Pimentel, Manuel Faria, Jorge Constante Pereira, João Aguardela e Rádio Macau
Bateria: Kalú, Sérgio Nascimento, André Sousa Machado
Percussões: João Nuno Represas, Rui Júnior e Luís San-Payo
Sampler: Kalú, Manuel Faria e João Aguardela
Viola campaniça: João Aguardela
Viola: Pedro Samglibeni
Violino: Ana Beatriz Manzanilla e Camélia Silva
Guitarra-baixo eléctrica: Nani Teixeira e Alex
Guitarra-eléctrica: Nuno Rafael e Flak
Guitarra-acústica: Tito Paris, Rui Vilhena e João Aguardela
Guitarra contra-baixo: Pedro Gonçalves
Guitarra portuguesa: Ricardo Rocha
Sanfona: Carlos Guerreiro
Gaita de foles: Carlos Guerreiro
Clarinete: Paulo Gaspar
Saxofones tenor e alto: Rui Gabriel
Piano: Manuel Faria, Carlos P. Azevedo
Sintetizadores: Manuel Faria
Teclados: Filipe Valentim
Coros: Bárbara Lagido, Sara Côrte-Real, Miguel Fevereiro, Carlos Guerreiro, João Martins e Rui Dias
Violino: Grigori Spektor
Violoncelo: Irene Lima
Ruídos do quotidiano: Vítor Mingates
Trabalho gráfico: José Brandão
Fotografia da capa: Darin Pappas
Gravação: João Martins e Rui Dias, Estúdios Tcha Tcha Tcha (Lisboa), entre 24 de Fevereiro e 22 de Março de 97
Mistura: Bruno Quinquet e Cyrille Taillandier, Estúdios Davout (Paris)
Masterização: Alex Patino, Estúdio Master Média (Paris)
Concepção gráfica e impressão: Bel BIEM (Holanda)
Edição: EMI – Valentim de Carvalho, Música Lda.

Curiosidade
O disco “Domingo no Mundo”, que conta com a participação de músicos e arranjadores de diferentes áreas musicais (Pop, Rock, Popular, Erudita, Jazz), foi apresentado com enorme êxito no teatro Rivoli e no Coliseu de Lisboa, nos espectáculos com o título genérico “Godinho no mundo”. Ainda em 1997, Sérgio Godinho enriquece o álbum-compilação ”Sons de todas as cores”, com a interpretação da música de José Afonso ”Lá no Xepangara”.

2000

1 Bíblias de um deus ateu
2 Benvindo, Sr. Presidente
3 Dancemos no mundo
4 Maçã com bicho (acho eu da praxe)
5 Na prisão
6 Estou com os azuis
7 Bom prazer
8 Visita guiada
9 É nosso, o S.João
10 A última sessão

Ficha técnica
Letras: Sérgio Godinho
Música: Sérgio Godinho, João Cardoso e Nuno Rafael
Arranjos: Hélder Gonçalves, João Cardoso e Nuno Rafael
Guitarra: Hélder Gonçalves e Nuno Rafael
Guitarra-baixo: Hélder Gonçalves e Pedro Gonçalves
Bateria: Sérgio Nascimento
Percussões: Hélder Gonçalves, José Salgueiro e Sérgio Nascimento
Coros: Hélder Gonçalves e Nuno Rafael
Piano: Miguel Ferreira
Teclas: João Cardoso e Miguel Ferreira
Gravação: Cajó, Dominique Borde, Jorge Barata, Jorge Cervantes, Raúl Ribeiro e Pedro Gonçalves
Masterização: Paulo Jorge Ferreira
Mistura: John Mallison, Pedro Gonçalves e Sérgio Silva
Sampler: Miguel Ferreira, Nuno Rafael e Pedro Gonçalves
Edição: EMI – Valentim de Carvalho, Música Lda.

Curiosidade
O álbum ”Lupa”, que antecede os 30 anos de carreira de Sérgio Godinho, foi apresentado ao vivo em Novembro de 2000, com duas datas em Lisboa, no Centro Cultural de Belém, e uma no Coliseu do Porto, tendo os três concertos obtido um elevado sucesso.

2006

1 A deusa do amor
2 Às vezes o amor
3 Marcha centopeia
4 Não há duas como ela
5 O velho samurai
6 O rei do zum-zum
7 No circo monteiro nunca chove
8 O ás da negação
9 O big-one da verdade
10 Só neste país

Ficha técnica
Letras: Sérgio Godinho
Música: Sérgio Godinho e Nuno Rafael (O ás da negação)
Arranjos: João Cabrita, Nuno Rafael, Jorge Teixeira, Miguel Fevereiro, João Cardoso e Sérgio Nascimento
Coros: Manuela Azevedo, Joana Manuel, Sara Côrte-Real, Sérgio Nascimento, Nuno Rafael, Miguel Fevereiro, João Cabrita e João Cardoso
Guitarra-eléctrica, viola, cavaquinho, viola campaniça, guitarra havaiana e glockenspiel: Nuno Rafael
Guitarra-eléctrica, viola, banjo e guitarra com doze cordas: Miguel Fevereiro
Viola: Alexandra Mendes e Jorge Teixeira
Contra-baixo: Nuno Espírito Santo
Violino: Jorge Teixeira, António Miranda, Elena Ryabova, Cecília Branco, Sónia Carvalho, Vasco Broco e Pedro Pacheco
Violoncelo: Jeremy Lake
Saxofones alto e barítono: João Cabrita
Trombone: Jorge Ribeiro
Flautim, fliscorne e trompete: Tomás Pimentel
Piano: Manuela Azevedo
Piano eléctrico, orgão, teclas e basset horn : João Cardoso
Percussões: Nuno Rafael, Sérgio Nascimento e Miguel Fevereiro
Masterização: Emily Lazar e Sarah Register, em Nova Iorque, no estúdio The Lodge
Mistura: Nélson Carvalho, em MB Estúdios
Produção: Nuno Rafael
Gravação: Joel Conde, em Praça das Flores, P.R.E.C., Estúdios Namouche e MB Estúdios.
Edição: EMI
Fotografia: Daniel Blaufuks
Concepção gráfica: Jorge Colombo

Curiosidade
“Ligação directa”, editado em Outubro de 2006, foi eleito álbum do ano pela revista Blitz. Entre 2000, quando da publicação de ”Lupa”, e 2006, ano da publicação de ”Ligação directa”, Sérgio Godinho vê publicados ” Biografias do Amor”, uma colectânea de canções alusivas ao tema, ”Afinidades”, um álbum referente a um espectáculo seu em conjunto com os Clã, ”O irmão do meio”, juntamente com Camané, Xutos e Pontapés, Jorge Palma, Teresa Salgueiro, Vitorino, Milton Nascimento, entre outros, a colectânea ”Setenta e um – oitenta e seis – o melhor de Sérgio Godinho”, o DVD ”De volta ao Coliseu”, participa com o tema ”Pão Pão” no disco ”Resistir é vencer”, de José Mário Branco, e compõe ”Picardia com lagarto”, para ”O disco do benfiquista, naturalmente”.

2011

Resultado de imagem para Mútuo Consentimento

1 Mão na música
2 Bomba-relógio
3 O acesso bloqueado
4 A invenção da roda
5 Em dias consecutivos
6 Mútuo consentimento
7 Eu vou a jogo
8 Linhagem feminina
9 A vida sobresselente
10 Vai lá
11 Intermitentemente
12 Faz parte (o retorno das audácias)

Ficha técnica
Letras: Sérgio Godinho
Música: Bernardo Sassetti, Francisca Cortesão, José Mário Branco e Sérgio Godinho
Arranjos: António Sérginho (A invenção da roda), Noiserv (Intermitentemente), Francisca Cortesão (Mútuo consentimento)
Percussões: António Sérginho
Concepção gráfica: Mackintóxico
Masterização: Andy Vandette
Mistura: Nélson Carvalho
Produção Executiva: Paulo Salgado
Direcção musical: Nuno Rafael
Gravação: Hélder Gonçalves, Nuno Rafael e Tiago de Sousa
Fotografia: Sérgio Godinho
Edição: Universal Music Portugal, S.A.

Curiosidade
Para ”Mútuo Consentimento”, que marca quarenta anos de carreira de Sérgio Godinho, o compositor fez-se acompanhar de ”Os Assessores” , músicos com quem contava já há vários anos, bem como, além dos enunciados, dos convidados pertencentes ao grupo Roda de Choro de Lisboa.[/vc_column_text]

2018


1 Grão da mesma mó
2 Artesanato
3 Baralho de cartas
4 Nação valente
5 Mariana Pais, 21 anos
6 Tipo contrafacção
7 Noites de Macau
8 Delicado
9 Noite e dia
10 Até já, até já

Ficha técnica
Letras, Voz, Música: Sérgio Godinho
Direcção Musical: Nuno Rafael
Guitarras eléctricas e acústicas, percussões e coros: Miguel Fevereiro
Clarinete: Ricardo Toscano
Oboé: Bethany Akers
Fagote: Roberto Erculiani
Percussão: Ivo Santos
Teclados: Miguel Urbano
Guitarra-baixo, guitarra, teclado e percussões: Nuno Espírito Santo
Teclados, samplers e coros: João Cardoso
Bateria e percussões: Sérgio Nascimento
Produção executiva: Vachier & Associados, Lda
Edição: Universal Music, S.A.
Mistura: Nelson Carvalho no estúdio Valentim de Carvalho
Masterização: Andy Vandette

Curiosidade
“Nação Valente”, décimo oitavo álbum de estúdio de Sérgio Godinho, surge sete anos depois de “Mútuo Consentimento” e conta, além de com os seus habituais ”acessores”, com as participações de José Mário Branco, o seu primeiro parceiro musical, que fez a música para ”Mariana Pais, 21 anos”, Filipe Raposo, que compôs ”Noite e dia”, David Fonseca, autor da música de ”Grão da mesma mó”, Hélder Gonçalves (autor da música em ”Artesanato” e ”Nação Valente”), Nuno Rafael (autor da música em ”Tipo Contrafacção” e dos arranjos para ”Delicado”) Pedro da Silva Martins (autor da música para ”Até já, Até já”), Márcia (autora da música e letra de ”Delicado”) e Filipe Melo. Este álbum venceu o Prémio Pedro Osório da Sociedade Portuguesa de Autores, atribuído ao  melhor CD de um cantor-autor actual. Entre ”Mútuo consentimento” e ”Nação valente”, Sérgio Godinho publica o álbum gravado ao vivo ”Liberdade” e estreia-se em romance, com ”Coração mais que perfeito”. Havia escrito guiões de cinema (Kilas, o mau da fita), peças de teatro (Eu, Tu, Ele, Nós, Vós, Eles!), séries de televisão, histórias infanto-juvenis (O pequeno livro dos medos), poesia (O sangue por um fio) e crónicas (Caríssimas Quarenta Canções). A sua primeira aparição na ficção fizera-se com Vidadupla, um conjunto de contos publicado em 2014, a que se seguiu este seu primeiro romance, Coração Mais Que Perfeito. O romance seguinte chamar-se-ia Estocolmo.

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