ENCONTRO DA CANÇÃO DE PROTESTO DE 2021 (10-12 DE SETEMBRO)

O Observatório da Canção de Protesto (OCP) é um organismo resultante da parceria entre o Município de Grândola, entidade promotora, a Associação José Afonso, a Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense, e os institutos da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical (CESEM), Instituto de Etnomusicologia – Centro de Estudos em Música e Dança (INET-md), e Instituto de História Contemporânea (IHC).

Os seus objectivos são o estudo, a salvaguarda e a divulgação do património musical tangível e intangível da canção de protesto produzido durante os séculos XX e XXI, através da realização de iniciativas culturais diversas*.

No âmbito da atividade do OCP irá realizar-se em Grândola, entre os dias 10 e 12 de Setembro de 2021, uma nova edição do Encontro da Canção de Protesto.
O programa, composto por uma exposição produzida pelo Observatório da Canção de Protesto para o efeito, seis espectáculos musicais, três sessões testemunhais, uma de cinema documental cuja peça foi traduzida para o propósito, uma sessão de canto livre internacional e um colóquio, é dedicado ao hino A Internacional e às canções da Comuna de Paris bem como aos discos de José Afonso, José Mário Branco e Sérgio Godinho gravados em 1971 em Hérouville, no âmbito dos 150 e dos 50 anos que este ano se comemoram, respectivamente, sobre esses acontecimentos. 

 

O Encontro irá iniciar em 10 de Setembro às 18h no jardim 1.º de Maio com a inauguração da exposição organizada pelo Observatório da Canção de Protesto e idealizada para itinerância designada A Internacional: 150 anos de um hino, seguindo-se um espectáculo protagonizado pelo Coro da Casa da Achada — Centro Mário Dionísio intitulado Se toda a gente se juntar: textos e canções da Comuna de Paris.

 

Às 21h, no recinto do complexo desportivo José Afonso, Sérgio Godinho, cantor, compositor, escritor, actor de teatro e cinema, irá proporcionar uma viagem musical pela sua profusa carreira, com a recriação de algumas canções que marcaram os discos Os sobreviventes e Pré-Histórias — gravados em 1971 e 1972, respectivamente, em França – e a interpretação de outras, mais ou menos recentes, poeticamente associadas ao conceito de exílio, no âmbito das comemorações dos 50 anos sobre a publicação do disco Romance de um dia na estrada e a gravação do disco Os sobreviventes.

Às 23h, no jardim 1.º de Maio, Portugal acolhe, pela primeira vez, um espectáculo musical protagonizado por Grace Petrie, cantora folk, compositora e ativista de Leicester, Reino Unido, que tem escrito, gravado e feito digressões de modo incessante durante os últimos dez anos.

Grace Petrie assumiu a primeira parte de espectáculos de Frank Turner,  Emmy the Great e Billy Bragg, colaborou com Leon Rosselsson, Roy Bailey e Peggy Seeger, e actuou, em nome próprio e com a banda nos festivais Latitude, Musicport, 2000Trees, Shrewsbury Folk Festival,Greenbelt, Cambridge Folk Festival e Glastonbury Festival.

Sábado, dia 11 de Setembro, o Cine Granadeiro irá acolher, entre as 10h e as 11h30, uma sessão testemunhal dedicada às geografias de Grândola, vila morena, protagonizada por António Mota Redol, Arturo Reguera, Joana Manuel, Maite Angulo e Susana Martins, também responsável pela moderação.

Seguir-se-á, no mesmo espaço, entre as 12h e as 13h30m, a segunda sessão testemunhal do dia, que irá incidir sobre os discos gravados em 1971 em Hérouville e terá como participantes convidados Francisco Fanhais, José Manuel Nunes, Sérgio Godinho e Ricardo Andrade, também responsável pela moderação.

Entre as 16h e as 18h, o Cine Granadeiro irá acolher uma sessão de cinema documental em que será exibida a peça de Peter Miller designada The Internationale e uma sessão testemunhal em que irão participar António Moreira, Carlos Moreira, Paulo Guimarães, Samuel Quedas e Hugo Castro (também responsável pela moderação) dedicadas ao hino A Internacional, no âmbito dos 150 anos sobre a sua composição.

Durante a noite, às 21h, no recinto do complexo desportivo José Afonso, decorrerá a apresentação de um espectáculo poético e musical inédito intitulado Sessão de canto livre sem muros nem ameias, protagonizado por Bernardo Fuster (canta Pedro Faura), Carlos Alberto Moniz, José Fanha, Luis Pastor, Paco Ibáñez, Quico Pi de La Serra e Samuel Quedas.

Domingo, dia 12 de Setembro, às 11h no Cine Granadeiro, Anthony Seeger fará uma comunicação sobre o tema A função política e social da canção, seguindo-se a realização de um colóquio protagonizado por Diana Dionísio, Mário Correia e João Carlos Callixto, também responsável pela sua moderação.

 

Às 16h, no jardim 1.º de maio, a banda portuguesa El Sur apresenta um espectáculo musical baseado no seu disco Todas as sombras, que explora territórios artísticos e humanos da América do Sul – as lutas dos povos, os seus sonhos interrompidos, o amor à vida —, bem como os tempos que vivemos e os territórios que nos habitam, enfrentando sombras antigas como os fascismos, os colonialismos, a exploração, o racismo e a desumanidade.

O Encontro da Canção de Protesto de 2021 encerra com um espectáculo dedicado ao disco Cantigas do Maio, de José Afonso, interpretado por Francisco Fanhais, João Afonso, Rui Pato (convidado especial) e a banda filarmónica da Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense – Música Velha, que se irá realizar às 18h no recinto do complexo desportivo José Afonso.

A entrada em todas as iniciativas é gratuita mediante reserva antecipada de lugar através do número 269 448 030 e sujeita à lotação dos espaços.

 

*Poderá obter mais informações sobre a actividade do Observatório da Canção de Protesto através dos caminhos que abaixo se reproduzem:
José AbreuENCONTRO DA CANÇÃO DE PROTESTO DE 2021 (10-12 DE SETEMBRO)