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O que é o Observatório da Canção de Protesto


Sede do OCP em Grândola

O OCP – Observatório da Canção de Protesto, foi criado a 2 de Março de 2015, através de um acordo de parceria entre a Câmara Municipal de Grândola,a Associação José Afonso, o Instituto de Etnomusicologia - Centro de Estudos em Música e Dança e o Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e a Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense. O OCP visa a promoção do estudo, salvaguarda e divulgação do património musical tangível e intangível da canção de protesto, produzido ao longo dos séc. XX e XXI, e da sua divulgação através da realização de iniciativas culturais diversas, tais como encontros, colóquios, congressos, publicações, exposições, outras ações didáticas e espetáculos.

O OCP integra um Conselho Consultivo, formado por entidades, autores e cantores de intervenção social e protesto de várias gerações, jornalistas, académicos e outros que de alguma forma se tenham distinguido na criação, estudo e divulgação da música de protesto, tendo como objetivo prestar consultoria à orientação do seu funcionamento, através do acompanhamento da sua actividade e da emissão de sugestões e pareceres (ler mais...).

Comissão instaladora:

  • MUNICÍPIO DE GRÂNDOLA
    • Carina Batista - carina@cm-grandola.pt
    • Isabel Revez - isabelrevez@cm-grandola.pt
  •  
  • AJA - ASSOCIAÇÃO JOSÉ AFONSO
    • Francisco Fanhais - franciscofanhais@gmail.com
    • João Madeira - jmmadeira@gmail.com
  •  
  • IHC - INSTITUTO DE HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA - FCSH-UNL
    • Luís Farinha - luis.farinha@sapo.pt
    • Susana Martins - su.msmartins@gmail.com
  •  
  • INET-MD - CENTRO DE ESTUDOS EM MÚSICA E DANÇA - FCSH - UNL
    • Manuel Deniz Silva - manuel_denizsilva@yahoo.fr
    • Maria São José Corte-Real - saojose@fcsh.unl.pt
  •  
  • SMFOG - SOCIEDADE MUSICAL FRATERNIDADE OPERÁRIA GRANDOLENSE
    • Luís Vital Alexandre - lm.alexandre@gmail.com
    • Vítor Furtado - vitor.cfurtado@gmail.com


Comtributos de cada parceiro:

  • MUNICÍPIO DE GRÂNDOLA
    Ao constituir a sede do OCP em Grândola, o Município assegura a cedência de instalações e os encargos inerentes à sua manutenção e funcionamento, suportando o vencimento de um técnico superior que assegura as funções de secretariado, organização e apoio técnico e administrativo às iniciativas promovidas pelo OBSERVATÓRIO, manutenção e atualização do website, e apoio a visitas guiadas a exposições patentes no espaço. O Município de Grândola disponibiliza também os seus recursos técnicos e rede de contactos institucionais, tendo em vista a elaboração de candidaturas de financiamento a projetos do OBSERVATÓRIO.

  • AJA - ASSOCIAÇÃO JOSÉ AFONSO
  • A AJA contribui para o OCP com:
    • Uma carteira ativa de contatos a nível nacional e internacional, designadamente de cantores, grupos musicais, estudiosos, académicos, jornalistas, críticos e companheiros de José Afonso, muitos deles justamente cantores de protesto;
    • Os recursos e materiais que configuram o acervo patrimonial da AJA, designadamente os que integram o Centro de Documentação, depositados na sua sede, definidos a cada momento e em função das actividades a desenvolver;
    • Os recursos financeiros que possa captar junto de entidades nacionais e internacionais, especificamente destinados ao OBSERVATÓRIO.

  • IHC - INSTITUTO DE HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA - FCSH-UNL
  • O IHC é uma unidade de estudo de história contemporânea, contribui para o OCP em quatro domínios:
    • Enquadramento político, social e cultural dos projetos de desenvolvimento, valorização e disseminação da Canção de Protesto, com base numa investigação aplicada que ajude a diferenciar os diferentes momentos históricos, as tipologias e formas de produção cultural, para além dos autores/atores que se evidenciaram em cada uma das fases do complexo processo histórico dos sécs. XX-XXI;
    • Promoção de investigação avançada entre os investigadores do IHC, numa perspetiva de rede, onde o OBSERVATÓRIO poderá constituir não só um ponto de apoio, mas também beneficiar dessa mesma investigação;
    • Promoção do OCP no contexto de parcerias e intercâmbios com as instituições nacionais e internacionais que o IHC integra;
    • Valorização social, cultural e patrimonial da canção de protesto, na perspetiva de construção de uma cidadania ativa e de uma diferenciação territorial e cultural estratégica para a região em que o projeto se insere.

  • INET-MD - CENTRO DE ESTUDOS EM MÚSICA E DANÇA - FCSH - UNL
    O INET-MD, uma unidade de investigação multidisciplinar dedicada ao estudo da música e da dança, contribui para o OCP em três domínios:
    • Disponibilização da sua vasta base de dados de informação musical, biográfica e discográfica sobre músicos que participaram no universo da canção de protesto, constituída no contexto da edição da “Enciclopédia da Música em Portugal no século XX” e de outros projetos entretanto realizados, incluindo teses de mestrado, de doutoramento e trabalhos de pós-doutoramento;
    • Promoção de trabalhos de recolha e investigação de canção de protesto, em diversos meios institucionais e comunitários, com os seus recursos de preservação e análise de gravações musicais, arquivo audiovisual e laboratórios áudio e multimédia com equipamento para tratamento de fonogramas e transcrição entre diferentes suportes, e nos cursos de licenciatura, mestrado e doutoramento nos quais os seus investigadores se integram;
    • Integração do OCP no contexto de parcerias e intercâmbios com instituições nacionais e internacionais com que o INET-MD se relaciona.

  • SMFOG - SOCIEDADE MUSICAL FRATERNIDADE OPERÁRIA GRANDOLENSE
  • A canção Grândola, vila morena, um dos expoentes máximos da canção protesto, cantada em todo o mundo, deve-se à passagem de José Afonso por Grândola e pela Música Velha, sendo por este motivo uma responsabilidade e uma obrigação da SMFOG perpetuar a sua memória para o futuro; nesse sentido o contributo da SMFOG para o OCP situa-se no plano simbólico, através da sua riquíssima história no contexto das coletividades de cultura e recreio de resistência ao Estado Novo, sendo por isso digna e legítima representante.

    Pela sua larga experiência, capacidade organizativa e de mobilização para a realização de eventos de cariz musical e cultural, contribui para o OCP em quatro domínios:
    • Na organização de concertos e outros eventos regulares de divulgação/promoção da canção e dos cantores de protesto;
    • Acolhimento do Conselho Consultivo do OCP e receção de iniciativas diversas que venham a ser promovidas pelo OCP;
    • Disponibilização do espólio documental, no âmbito da partilha integrada de recursos materiais, documentais e outros, subjacente à criação do OCP, bem como a sua rede de contactos a nível institucional, cultural e musical;
    • Contributo técnico através da procura e formalização de candidaturas a fundos nacionais e comunitários, para obtenção de financiamentos aos projetos do OCP.